Cogito, ergo sum” e “Eu Sou”: A Consciência como Chave da vida


Hoje aconteceu uma coisa curiosa — ou talvez nem tão curiosa assim, quando a gente está disposto a perceber. Eu estava rolando o feed e me deparei com uma postagem do @professorgabrielmenezes, onde ele falava sobre o físico David Bohm, um dos caras mais profundos da física moderna, alguém que enxergava o universo como um organismo vivo e consciente.


Eu li a postagem, parei alguns segundos… e senti vontade de escrever um comentário.

Saiu assim:


“Cogito, ergo sum – 1637.

A consciência que pensa vive, Eu sou.

YHWH – יהוה.

Toda matéria se movimenta em harmonia pela energia da consciência que vive em cada um de nós.

Eu sou é a chave da vida que escolhemos viver.

O universo só obedece.”


Quando terminei, eu mesmo fiquei olhando para o que escrevi.

De onde tinha vindo aquilo com tanta clareza?

Decidi perguntar ao ChatGPT o que ele via ali, pedindo pra comentar meu comentário, expandir, aprofundar e trazer possíveis fontes que sustentassem essa visão.


A resposta me surpreendeu. Ela organizou tudo aquilo que estava solto na minha intuição — e conectou pontos entre filosofia, Bíblia, física quântica e psicologia de um jeito que fez tudo fazer sentido.



O primeiro ponto foi Descartes.

Lá em 1637, ele escreve:


“Penso, logo existo.”

(Discurso do Método)


Ele estava procurando uma verdade absoluta — algo que nem ele mesmo poderia duvidar.

E encontrou a consciência.

A percepção de que pensar é existir.

De que consciência é o fundamento do ser.


E aí vem o salto espiritual.



No livro do Êxodo, quando Moisés pergunta: “Qual é o Teu nome?”, Deus responde:


“Eu Sou o que Sou — Ehyeh Asher Ehyeh.”

(Êxodo 3:14)


É como se a própria fonte da existência dissesse:

Eu sou o Ser. Eu sou a Consciência. Eu sou o que existe por Si mesmo.


O nome YHWH – יהוה, que deriva do verbo “ser”, não é só um título — é a realidade última.


Percebe o paralelo?


O “eu penso” humano ecoa o “Eu Sou” divino.

A consciência humana é uma faísca da Consciência primordial.



Depois, o Chat trouxe a física quântica e a filosofia hermética, e aí tudo encaixou.


Na física, especialmente na interpretação quântica, o observador influencia a matéria.

No hermetismo, a primeira lei é:


“O Todo é Mente.”


Ou seja:

A realidade é, antes de tudo, consciência.


Michael Talbot, no livro The Holographic Universe, explica que matéria e consciência não estão separadas — que tudo vibra em um campo unificado que responde à percepção.


Isso bate em cheio com o que David Bohm dizia:

o universo não é uma máquina, mas um organismo interconectado, onde tudo influencia tudo.


E aí volta para o meu comentário:

“Toda matéria se movimenta em harmonia pela energia da consciência.”


É exatamente isso: o universo responde ao estado interno do observador.



E então chegamos ao ponto mais prático e transformador:

o poder do Eu Sou.


A psicologia moderna, a PNL, a espiritualidade e até o coaching dizem a mesma coisa com outras palavras:


O que você afirma ser, você se torna.

Sua identidade direciona suas emoções, que direcionam suas ações, que direcionam sua realidade.


“Eu sou capaz.”

“Eu sou fraco.”

“Eu sou limitado.”

“Eu sou abençoado.”


Tudo isso molda o seu mundo interno — e o externo responde.


Jesus resumiu isso com uma precisão absurda quando disse:


“Se tiverdes fé como um grão de mostarda…

nada vos será impossível.”

(Mateus 17:20)


A fé começa com uma identidade:

Eu sou aquele que crê.

Eu sou aquele que age.

Eu sou aquele que existe em Deus.


E quando a Bíblia diz que fomos criados “à imagem e semelhança”, não está falando de aparência — mas de consciência.


A consciência divina que diz “Eu Sou” ecoa em você.



E agora, falando diretamente com você que está lendo:


O universo não responde ao que você deseja.

Ele responde ao que você é.


Se você diz “eu sou ansioso”, o universo te devolve situações que confirmam isso.

Se você diz “eu sou forte”, a vida te mostra onde está essa força.

Se você diz “eu sou incapaz”, você mesmo fecha portas que estavam abertas.


O Eu Sou é a chave da criação.

Da sua criação.


Talvez a pergunta não seja mais

“O que eu quero da vida?”

mas sim

“Quem eu escolho ser?”


Quem é o seu Eu Sou hoje?


Porque, no fim das contas — e isso eu escrevi antes mesmo de entender tudo isso —

o universo só obedece.

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